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Laudo, parecer, relatório ou atestado... na hora de redigir, você tem certeza de qual escolher?
Data de Publicação: 30 de março de 2026
Na prática Psicológica, cada modalidade de documento possui uma finalidade única, além de critérios técnicos e limites éticos muito bem definidos.
Escolher o documento errado ou incluir informações inadequadas (como colocar diagnóstico onde não deve) compromete não apenas o seu trabalho, mas a ética de toda a profissão.
Para te ajudar a ter mais segurança no dia a dia clínico, institucional ou organizacional, o CRP-RJ preparou esse guia rápido com as principais regras do que incluir (ou NÃO incluir) em cada um deles.
Confira abaixo as diferenças:
Parecer Psicológico
Documento de análise técnica sobre uma questão-problema, sem relação direta com atendimento.
Finalidade:
Emitir posicionamento fundamentado sobre questão psicológica, análise de documento ou consulta técnica.
O que NÃO incluir:
Dados de avaliação própria do parecerista; Opiniões pessoais não fundamentadas; Informações sigilosas de pacientes.
Ponto de atenção:
Baseado em Avaliação Psicológica? Não | Inclui Diagnóstico? Não
Laudo Psicológico
Documento técnico-científico detalhado resultante de um processo de avaliação psicológica. O uso do CID é obrigatório.
Finalidade:
Apresentar fenômenos psicológicos com base em avaliação, incluindo diagnóstico, prognóstico, hipóteses diagnósticas e intervenções.
O que NÃO incluir:
Conclusões sem embasamento teórico; Linguagem não técnica ou informal; Detalhes irrelevantes à demanda.
Ponto de atenção:
Baseado em Avaliação Psicológica? Sim | Inclui Diagnóstico? Sim
Relatório Multiprofissional
Documento resultante da atuação conjunta de profissionais de diferentes áreas. As técnicas privativas da Psicologia devem ser descritas em item separado.
Finalidade:
Registrar e comunicar a atuação multiprofissional, integrando perspectivas de várias áreas para uma compreensão ampliada da demanda.
O que NÃO incluir:
Diagnóstico ou prognóstico; Redação única que misture técnicas privativas sem distinção; Conclusões não embasadas nos procedimentos realizados.
Relatório Psicológico
Documento informativo e descritivo sobre a atuação profissional decorrente de uma intervenção psicológica, sem finalidade diagnóstica.
Finalidade:
Comunicar a atuação psicológica, gerar orientações, encaminhamentos e recomendações.
O que NÃO incluir:
CID, Diagnóstico ou prognóstico; Hipóteses diagnósticas.
Ponto de atenção:
Baseado em Avaliação Psicológica? Não | Inclui Diagnóstico? Não
Atestado Psicológico
Documento que certifica uma condição psicológica com base em avaliação psicológica. O uso do CID é facultativo.
Finalidade:
Atestar estado psicológico para justificar faltas, afastamento, aptidão ou inaptidão.
O que NÃO incluir:
Detalhamento do procedimento avaliativo; Laudo descritivo amplo.
Ponto de atenção:
Baseado em Avaliação Psicológica? Sim | Inclui Diagnóstico? Sim
Declaração Psicológica
Documento sucinto que registra informações objetivas sobre o serviço psicológico prestado.
Finalidade:
Informar comparecimento, horários, tempo de acompanhamento do paciente ou acompanhante.
O que NÃO incluir:
Sintomas; Estados psicológicos.
Ponto de atenção:
Baseado em Avaliação Psicológica? Não | Inclui Diagnóstico? Não
Lembre-se: dominar esses instrumentos fortalece a sua prática profissional e eleva a qualidade do serviço prestado à sociedade.
Para se aprofundar nos critérios técnicos, não deixe de consultar a Resolução CFP nº 06/2019 e o Manual de Elaboração de Documentos Psicológicos.